NOSSA FILOSOFIA DE EDUCAÇÃO

“A Escola de Ensino Infantil, Fundamental e Médio Carlos Chagas Filho tem como filosofia desenvolver um trabalho centrado no aluno, tornando-o participativo, consciente, crítico, investigativo e ético. Essas qualidades são a garantia de que os conhecimentos adquiridos serão aplicados na prática e, assim, formarão agentes históricos e transformadores. Nesse processo, é imprescindível o suporte dado pela escola e a participação dos pais, por meio do diálogo constante na convivência familiar.”

O conhecimento dos conteúdos por si só não são suficientes para garantir a qualidades das aulas. O professor precisa ir além, precisa ser curioso e estar muito bem informado até para poder estabelecer pontes entre os conteúdos que ensina e os assuntos atuais que estão correlacionados.

Espera-se de um bom profissional que desenvolva no aluno um estilo crítico e investigativo, estimulando os raciocínios complexos e estabelecendo relações que levam o aluno a aplicar os conhecimentos na vida prática, não mais valorizar o acúmulo de fórmulas (no caso de disciplinas como Matemática e Física) – e informações por atacado. A concepção de ensino que norteará nossos trabalhos não se resumirá simplesmente em fazer com que o estudante tire uma boa nota e seja aprovado no final do ano, mas na aquisição de habilidades que lhe sirvam de embasamento para o seu futuro profissional.

É a filosofia da metodologia do ensino nascente que se imporá como ferramenta indispensável para que o professor consiga atingir estes objetivos. As aulas devem ser significativas e cativar a atenção do aluno, utilizando-se de recursos e estratégias que prendam a atenção e envolvam a participação do aluno (o que se consegue mais do que com a simples explanação oral dos conteúdos sem a participação dos educandos).

Dentro desta filosofia de ensino, cumpre destacar a questão ética; nunca se falou tanto em cidadania, tema que virou moda. A ética será não um objetivo da escola, mas um princípio. Em vez de falar, será preciso fazer para interiorizar. A escola deverá procurar trabalhar o aluno para que ele perceba como agente histórico, como cidadão transformador.

Como educação tem demandado uma energia cada vez maior (pois o limite entre a casa e a escola está desaparecendo), e assumindo um papel cada vez maior na formação do aluno como cidadão, os valores estão presentes em questões embutidas em pequenos e sutis detalhes do dia-a-dia, para os quais é preciso prestar atenção. Assim um dos valores mais trabalhados deverá ser o respeito pelo outro: – “o respeito pelo colega, pelo professor, pela direção, pelo funcionário” – e carregado de autonomia, o jovem tem de aprender a ser sujeito da ação, autor da ação e responsável pela ação. Para isso, todos deverão atuar em uníssono e no exato momento em que o problema surge. Gestos como não jogar papel no chão e sim na lata de lixo, manter o ambiente limpo e organizado, pedir licença ao entrar ou sair da sala ou para deslocar-se do seu lugar, esperar o professor na sala de aula e não sair da mesma antes do professor, esperar a vez para falar, não gritar, não utilizar palavras de baixo calão, e outras atitudes e condutas que valorizam o respeito, a autonomia e a responsabilidade, devem ser incentivada, praticadas, e os erros corrigidos e explicados no momento em que ocorrem. Estes conceitos de cidadania devem permear o trabalho de todos os professores.

Sem prejuízo do conteúdo acadêmico, deve-se procurar dar ao aluno uma formação com visão solidária da sociedade, para que ele se comprometa a mudar situações de opressão em qualquer nível, atuando no mundo, combatendo injustiças e engajando-se em causas sociais. Além de conteúdo das disciplinas, esta exigência também se dará por meio de projetos e atividades. Se na aula de Geografia o tema é a população, o estudante aprenderá também sobre as injustiças sociais e que qualquer mudança depende de seu trabalho de conscientização e da pressão da sociedade. Se na aula de Química o tema é a energia nuclear, o aluno também aprenderá sobre as questões sociais e políticas envolvidas.

Cidadania também é esperar que as pessoas saiam do elevador antes de entrar. É ceder lugar no ônibus para uma mulher com uma criança no colo ou a um idoso ou doente, mesmo que nenhuma placa ou lei obrigue a fazer isso. É não precisar esperar uma lei para fazer o que deve ser feito. Ser cidadão inclui dizer, por favor, pedir licença dizer obrigado. Tanto faz se é para o professor, para o porteiro do prédio ou para a empregada doméstica. Cidadania também é se preocupar com Rio Preto, dirigir com responsabilidade e informar-se sobre questões econômicas. É ter opinião sobre flutuação do câmbio, militar politicamente, saber votar, defender a liberdade de expressão. É devolver o achado, mesmo que não seja roubado. Também é devolver o troco dado a mais, ainda que seja o Bill Gates.

A escola deverá ser um lugar onde cada aluno encontre a possibilidade de se instrumentalizar para a realização de seus projetos; por isso, a qualidade do ensino é condição necessária à formação moral dos seus alunos. Se não se promove um ensino de boa qualidade, a escola condena seus alunos a sérias dificuldades na vida, decorrentemente, a que vejam seus projetos da vida frustrados.

Ao lado do trabalho do ensino. O convívio dentro da escola deverá ser organizado de forma que os conceitos de justiça, respeito e solidariedade sejam vivificados e compreendidos pelos alunos, como aliados à perspectiva de uma “vida boa”. Dessa forma, não somente aos alunos perceberão que estes valores e as regras decorrentes são coerentes com seus projetos de felicidade, como integrados às suas personalidades.

Enfim, a escola deve ser o lugar onde os valores morais são pensados, refletidos, e não meramente frutos do hábito. A escola deve ser o lugar onde os alunos desenvolvam a arte do diálogo.